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A Ryanair prevê ter de despedir milhares de trabalhadores
A Ryanair prevê ter de despedir milhares de trabalhadores

A Ryanair prevê ter de despedir milhares de trabalhadores

A Low Cost Ryanair, anunciou hoje que deverá despedir até três mil pilotos e pessoal de cabine, nos próximos dois anos, devido à situação de quebra no transporte aéreo, previsto para o próximo futuro.

Segundo a agência Lusa, que reporta ao comunicado da companhia irlandesa, esta prevê que o plano de reestruturação force despedimentos temporários, a redução de salários em cerca de 20% e fechar “várias bases na Europa”.

A companhia informou ainda que “mais de 99%” da sua frota vai permanecer em terra até “pelo menos” ao mês de julho, estimando que o tráfego de passageiro não voltará aos níveis de 2019 “até ao verão de 2022, no mínimo”.

A Ryanair indicou que, neste contexto, vai operar em menos de 1% do seu horário de voo entre abril e junho, o que significa transportar cerca de 20 milhões de passageiros, em comparação com os 44,6 milhões inicialmente previstos para o trimestre de julho/agosto/setembro.

No comunicado enviado às agências, lê-se que o diretor-executivo da companhia, Michael O’ Leary, já cortou 50% o seu salário de abril e maio, numa redução que vai vigorar até ao fim deste ano fiscal, que termina a 31 de março de 2021.

Relativamente a este ano fiscal, a companhia acredita que o seu tráfego de passageiros não vai exceder os 100 milhões, apesar de o objetivo fixado de 154 milhões antes de ser declarada a crise da covid-19.

Já no que tem a ver com os resultados económicos, a Ryanair indicou que vai sofrer perdas líquidas de mais de 100 milhões de euros entre abril e maio, às quais deverão ser acrescentadas “mais perdas”  nos três meses seguintes.

O’Leary informa que pediu ajuda às autoridades de concorrência da União Europeia, alertando que levará aos tribunais europeus os países que decidam resgatar ex-companhias aéreas públicas.

O diretor executivo observou que França e a Holanda preparam um pacote de ajuda para reavivar a Air France – KLM, ao passo que a Lufthansa manteve contactos com a Alemanha e outros países para planear medidas de socorro, enquanto a Itália planeia tomar as rédeas da Alitária.

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