Exposição do artista chinês Yang Din no Museu do Oriente

Exposição do artista chinês Yang Din no Museu do Oriente

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O Museu do Oriente inaugura a 16 de Maio a exposição do artista chinês Yang Din, uma sugestão que percorre um período de renascimento do próprio artista chinês, mostrando imagens de intensa energia vital. A exposição está patente até 25 de Agosto.

Pintadas até 2008, data em que um grave acidente deixou o artista em coma, a que se seguiu um período de quatro anos de repouso absoluto e, de novo, durante e após a convalescença, cada uma das 115 pinturas revisita infinitamente, ainda que de formas distintas, o tema da existência enquanto experiência de deslumbramento.

Tal está patente nos sujeitos mais singulares, como o tronco recurvado de uma árvore forjado pela passagem do vento, o recorte de uma folha desta mesma árvore que o sol faz resplandecer e o Outono pinta de forma particular, tornando-o única. Noutro lugar, a sombra de um cão tranquilo, o contorno de uma pedra polida, o de uma nuvem encarneirada, de uma maçã, de uma mesa ou de um peixe. Mais recentemente, a silhueta do Buda ou a de um jardineiro. Tantos caracteres caligrafados, cujas curvas constituem os elementos de um alfabeto tranquilizador, elementar e útil.

Guardião de ofuscamentos sem nunca fazer esboços, mas guardando preciosamente “tudo na cabeça” diz, Yang Din oferece uma sublime viagem através da sua arte, conduzindo, quem a observa, a um espaço de calma e relaxamento, perfeitamente encapsulado.

Yang Din (Shantou, 1958), licenciou-se pela École Nationale Supérieur des Beaux Arts de Paris. O seu trabalho tem vindo a ser exposto em galerias, fundações e museus na Europa e no resto do mundo, com destaque para a Ásia, onde expôs na Fundação Oriente em Macau, na Galeria Kwai em Hong Kong e na Modern Art Gallery de Taiwan.




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