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Governos mobilizam-se para suspender o reembolso

Governos mobilizam-se para suspender diretiva da UE

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Os governos de doze países da União Europeia, estão a constituir-se em sindicato de defesa das companhias aéreas, contra a diretiva da união, que obriga ao reembolso, sempre que o cliente o exija, quando as viagens aéreas são canceladas.

Segundo o euronews, a França e a Holanda lideram a iniciativa na reunião dos Ministros dos Transportes da Comunidade, um movimento que pretende pressionar a comissária dos transportes, no sentido de suspender temporariamente a diretiva CE (No) 261/2004, que obriga as companhias a reembolsar o passageiro, quando o voo é cancelado.

Para além da França e Holanda, também fazem parte deste grupo, países como, Portugal, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Tcheca, Grécia, Irlanda, Letônia, Malta e Polônia.

Esta diretiva, coloca as companhias aéreas numa situação muitíssimo difícil, porque a paralização da atividade arruinou a liquidez das empresas, com a maioria à beira do colapso, daí a pressão dos governos, para que as companhias voltem a voar.

Para a comissária de transportes da União Europeia, Adina Valean, em declarações à Euronews na terça-feira, essa alteração é uma má idéia, “não é uma opção para mim” disse, “não acho que esse seja o caminho certo. Acho que as empresas precisam dedicar a sua energia e pensar numa forma de tornar os vouchers mais atraentes se quiserem privilegiar esse instrumento, mas permitindo aos passageiros que exerçam o direito de serem reembolsados”, afirmou a Comissária.

A Air France e a KLM que lideram este movimento, apesar de já terem recebido 11 mil milhões de euros, em ajudas dos governos francês e holandês, continuam a recusar o reembolso aos passageiros, com o argumento que “os atuais regulamentos não foram projetados para lidar com as circunstâncias excepcionais de uma pandemia”.

A generalidade das companhias aéreas, enfrentam um cenário de catástrofe setorial, com a grande maioria a exigir apoios dos governos e alterações legais, que entre outros, tem na mira os despedimentos em massa, benefícios fiscais e de taxas, para além de soluções prioritárias, nos planos de recuperação projetados pelos respetivos países.

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